Tempo seco, baixa umidade e vegetação ressecada favorecem propagação do fogo; cuidados devem ser redobrados em áreas urbanas, rurais e rodovias
A
ausência de chuva deixa o solo e a vegetação mais secos e facilita a propagação
das chamas.
Combinação
de temperaturas elevadas, baixa umidade do ar e vegetação ressecada aumenta o
risco de incêndio em diferentes regiões de São Paulo. Em período de calor
intenso, pequenos focos de fogo podem se espalhar rapidamente, principalmente
quando há vento e grande quantidade de material seco disponível para queima.
A
massa de ar quente sobre o estado de São Paulo entre sexta-feira (28) e
segunda-feira (31) favorece temperaturas elevadas e baixos índices de umidade
relativa do ar em praticamente todo o território paulista, segundo a Defesa
Civil.
As
condições mais críticas são previstas para as regiões norte e noroeste, onde as
máximas podem se aproximar dos 40°C e a umidade pode atingir valores inferiores
a 12% nos períodos mais quentes do dia.
Diante
desse cenário, a Defesa Civil do Estado de São Paulo reforça a importância de
evitar qualquer ação que possa provocar fogo, como a queima de lixo e resíduos,
o uso de fogo para limpeza e terrenos de descarte de cigarros em áreas de
vegetação.
A
maior parte dos incêndios florestais registrados em áreas rurais do estado não
tem origem natural. Hábitos cotidianos, descuidos e atividades que envolvem
fontes de calor podem provocar focos que, em condições de tempo seco, ganham
força e avançam rapidamente.
Por
que o risco aumenta durante o calor?
A
ausência de chuva deixa o solo e a vegetação mais secos e facilita a propagação
das chamas. A baixa umidade relativa do ar também contribui para a perda de
umidade da vegetação, enquanto o vento pode transportar brasas e faíscas para
áreas mais distantes.
No
campo, uma referência utilizada para identificar condições de maior perigo é o
chamado "quatro-trinta”: períodos prolongados sem chuva, umidade relativa
abaixo de 30%, temperaturas acima de 30°C e ventos superiores a 30 km/h.
Quando
essas condições aparecem simultaneamente, o fogo pode começar com mais
facilidade, se espalhar mais rapidamente e dificultar o trabalho das equipes de
combate. Por isso, em dias de risco elevado, a recomendação é suspender
atividades que envolvam fogo e intensificar o monitoramento das áreas
vulneráveis.
Como
evitar incêndios em áreas urbanas
A
ausência de chuva deixa o solo e a vegetação mais secos e facilita a propagação
das chamas. A baixa umidade relativa do ar também contribui para a perda de
umidade da vegetação, enquanto o vento pode transportar brasas e faíscas para
áreas mais distantes.
No
campo, uma referência utilizada para identificar condições de maior perigo é o
chamado "quatro-trinta”: períodos prolongados sem chuva, umidade relativa
abaixo de 30%, temperaturas acima de 30°C e ventos superiores a 30 km/h.
Quando
essas condições aparecem simultaneamente, o fogo pode começar com mais
facilidade, se espalhar mais rapidamente e dificultar o trabalho das equipes de
combate. Por isso, em dias de risco elevado, a recomendação é suspender
atividades que envolvam fogo e intensificar o monitoramento das áreas
vulneráveis.
Cuidados
em propriedades rurais
Nas
áreas rurais, a prevenção começa pela manutenção da propriedade. A vegetação
seca e alta nos limites do terreno pode funcionar como combustível e facilitar
a entrada do fogo. Por isso, é importante manter essas áreas roçadas e limpas.
Aceiros
precisam de manutenção
Os
aceiros são faixas sem vegetação que funcionam como barreiras para impedir ou
retardar a passagem do fogo entre áreas. A Secretaria de Agricultura e
Abastecimento recomenda largura mínima de 3 metros entre talhões no interior da
propriedade, 5 metros em cada lado de cercas e divisas e 6 metros no entorno de
vegetação nativa.
A
manutenção deve ser feita durante toda a estiagem. Um aceiro tomado por mato
seco deixa de cumprir adequadamente sua função de proteção, podendo gerar
multas para o dono do terreno.
Evite
qualquer fonte de ignição
Cigarros,
fósforos, churrasqueiras, fogueiras e velas podem provocar incêndios quando
utilizados próximos à vegetação seca. Cinzas de fogões a lenha e churrasqueiras
também exigem cuidado, pois podem manter brasas ativas mesmo quando aparentam
estar frias.
O
descarte deve ser feito em local sem vegetação, depois de o material estar
completamente resfriado e, sempre que possível, umedecido.
A
queima de resíduos de poda, restos de culturas e lixo também deve ser evitada.
O uso do fogo para fins agrossilvipastoris depende de autorização prévia dos
órgãos competentes e pode ser suspenso ou não autorizado durante períodos
críticos.
Rodovias
também exigem cuidados
O
risco de incêndios também é monitorado na malha rodoviária estadual. O Departamento
de Estradas de Rodagem (DER-SP), órgão vinculado à Secretaria de Meio
Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), mantém ações preventivas para
reduzir a ocorrência e a propagação de incêndios às margens das estradas.
Na
malha estadual não concedida sob administração do DER-SP, que possui
mais de 12 mil quilômetros, os trechos são divididos em segmentos de 500
metros. A partir dessa divisão, o sistema classifica os níveis de risco e
orienta as equipes sobre as medidas necessárias em cada região.
A
estrutura de prevenção conta atualmente com 224 brigadistas e 56 caminhonetes
equipadas com sistema de autobomba, além do monitoramento realizado pelas
Coordenadorias Regionais.
O DER-SP possui 14 Coordenadorias Regionais responsáveis pela administração e fiscalização dos trechos sob responsabilidade do Departamento. As unidades também atuam no atendimento a ocorrências e no acionamento de equipes operacionais, como as Unidades Básicas de Atendimento (UBAs) e brigadistas.
Para
quem passa pelas rodovias, a principal orientação é não jogar cigarros,
fósforos ou qualquer material inflamável pela janela do veículo. Em períodos
secos, uma pequena fonte de ignição pode iniciar um incêndio às margens da
estrada.
Viu
fumaça ou fogo? Saiba o que fazer
Ao
identificar fumaça suspeita ou um princípio de incêndio, a recomendação é não
tentar combater o fogo sozinho. O combate deve ser realizado por pessoas
treinadas e com equipamentos adequados.
O
Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo 193, inclusive pelo aplicativo
Bombeiros Emergência, e a Defesa Civil pelo 199.
Em
propriedades rurais, depois de acionar as equipes de emergência, é importante
avisar os vizinhos para que todos possam seguir as orientações dos Bombeiros e
da Defesa Civil.
Incêndios
criminosos ou atividades suspeitas também podem ser denunciados anonimamente
pelos telefones 190 ou 181.
Como
acompanhar o risco de incêndios
A
população pode acompanhar as condições meteorológicas e os níveis de risco por
diferentes canais oficiais.
A
Defesa Civil disponibiliza o serviço gratuito de alertas por SMS. Para receber
informações sobre condições meteorológicas adversas, dicas e orientações, basta
enviar uma mensagem com o CEP para o número 40199. É possível
cadastrar mais de um CEP.
Também
é possível acompanhar:
CIIAGRO:
Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas, com dados sobre
temperatura, umidade relativa do ar e outros parâmetros;
Painel
do Fogo: plataforma do Censipam que apresenta focos de incêndio identificados
por satélite.
Para
produtores rurais, o Governo de São Paulo também disponibiliza o Guia
Interativo de Prevenção a Incêndios Florestais em Propriedades Rurais,
elaborado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento em parceria com o
Corpo de Bombeiros. O material reúne orientações sobre prevenção, atuação
durante um incêndio e medidas após a ocorrência.
Acompanhar
os alertas, manter áreas vulneráveis seguras e evitar qualquer atividade que
possa gerar fogo são medidas que ajudam a reduzir o risco de incêndios e
proteger pessoas, propriedades, áreas de vegetação e a infraestrutura do
estado.
Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br/
Foto:
Divulgação Governo de SP.












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